sexta-feira, 29 de abril de 2011

Falar...

Normalmente não sou de guardar sentimentos, emoções... Não tenho muitas papas na língua, então sempre acabo dizendo o que penso.
E há algum tempo andava precisando falar algumas coisas que vinham me impedindo de seguir em frente, em alguns aspectos, precisava expor meus sentimentos, falar abertamente sem receios... Mas confesso que havia uma pontinha de covardia em liberar tais pensamentos com medo de me magoar novamente! Mas temos que tentar sempre!

Hoje vou só deixar uma crônica da incrível Martha Medeiros, que fala muito do que penso ...




Falar - Martha Medeiros

JÁ FUI DE ESCONDER O QUE SENTIA, E sofri com isso.


Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.

Assisti ao filme "Mentiras sinceras" com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração.

Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: "como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. "

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus.

E não é este tipo de nudez que nos atrai. Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.

Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não?

E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras.

Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade.

Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.

Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial.

E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.

Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.

Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

É melhor Ser Alegre que Ser Triste ...






"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor!" 1 Co 13:13



Sei que andei bem sumida do blog, mas tenho que contar um segredo… Estou sem tempo! rsrs ... Hoje é um daqueles dias que eu queria não ter que vir trabalhar e ficar em casa, ouvindo música, revendo as fotos da semana maravilhosa ao lado das amigas, e arrumando o quarto. E poder sentir o corpo saudoso, e o coração pulsando a cada vez que recebo sms do meu amor. Acho que minha vida se faz de alguns pensamentos, saudades e até mesmo esperanças. Até pq é de fases que é feita a nossa existência! Não é??? E isso pra mim não é algo ruim, e também não é algo bom. É simplesmente um fato, irreversível, eu me atreveria a dizer. E mesmo que difícil seja pro meu orgulho encarar tal pensamento, às vezes me ponho a pensar que não somos nós que passamos pela vida, e sim o contrário. Afinal, não decidimos nem onde e nem quando começar esse caminho. Também não decidiremos sobre o fim. A vida simplesmente nos acontece. Pelo menos por um instante eu posso afirmar: a minha alma hoje se alegra em ter saúde, em ter Vida, em ter Amigos, Família, meu Cachorrinho. E hoje posso dizer que me sinto muito feliz, pois tenho também um novo AMOR e sinto saudades demais dentro de mim por tê-lo tão distante fisicamente! Ele me faz uma falta inigualável. Mas até na falta ele me faz bem! O meu coração hoje é mais leve, e a minha mente já não tem tanto poder opressor sobre tal. Acho que ele aprendeu a aquietar-se... Não me importo se é clichê! Eu já não via motivos pra comemorar a algum tempo. Hoje eu sou feliz pelo que aprendi, pelo que já vivi, e até mesmo as minhas "inesperadas" desilusões! O que eu sei, e que por enquanto o que eu tenho, e quem eu tenho me satisfaz, e não importa o que aconteça, os princípios que foram plantados em mim jamais morrerão. Posso dizer que outro tempo começou pra mim agora... Enfrento o mundo de peito aberto, digo quantos sim e quantos não achar que devo, e elevo todas as expectativas...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

" Sentimentos Aleatórios ... "

Eu tava pensando, em como nosso coração é frágil! O meu por exemplo. Eu sentia meu coração tão forte, porque ele não era um desses que batia por qualquer um, não era um coração... fácil. Mas de tanto se fechar para prováveis amores, ele acabou congelando. Sim, ele congelou. Cheguei a um estágio que eu não sentia mais emoções, que ele não passava de um simples orgão vital. Foi quando eu percebi que um coração congelado pesa demais, é como se fosse uma pedra que a gente carrega aqui dentro, sabe? Daí veio a tristeza, a solidão, a carência. Foi quando meu coração encontrou o fogo que "ele" pode me proporcionar, que pouco a pouco, derreteu o gelo. É incrível como um único ser humano consegue sentir tantas emoções ao mesmo tempo...

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Mario Quintana