quinta-feira, 12 de maio de 2011





"O Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Vamos nos Permitir ???



Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia, que insiste Em nos rodear...

Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda Satisfação
Que se tem direito, do firmamento ao chão...

Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar, a força que tem uma paixão...

Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade, pra dizer mais sim
Do que não, não, não...

Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir, não há tempo
Que volte amor. Vamos viver tudo
Que há pra viver. Vamos nos permitir ??? ...



(Lulu Santos)

Andando nas nuvens...

É exatamente assim que estou me sentindo agora. Uma sensação profunda de bem-estar mesmo tendo alguns problemas, simplesmente eles não me afetam. "A vida é uma caixinha de surpresas" e como é! Entendi o sentido dessa frase nos últimos meses... Sabe aquela certeza que você tem que nada vai acontecer, que sua vida nunca vai começar e de repente tudo dá um giro de 360° ? Eu posso garantir que essa é uma das melhores coisas do mundo! Não estou dizendo que fechei meus olhos para os problemas e muito menos que os esqueci, apenas não consigo me preocupar com eles agora, estou bem demais para isso. Me deixa, me deixa aqui, andando por essas nuvens tão brancas e fofinhas, respirar esse ar puro, ver o céu mais azul, o sol mais brilhante...não me chame agora, me deixe aqui! Confesso que havia perdido um pouco a fé e achava que o amor jamais me alcançaria de novo, foi aí que cometi um dos piores erros. Perder a fé e a esperança nas coisas boas da vida, não ajudam em muita coisa, na verdade não ajudam em nada, só atrasam. Minha vida começou, aliás, recomeçou e eu estou extremamente feliz por isso !!!

" Sendo eu como sou ... Enquanto existirem os dias ... "

Eu Bruna S. relato neste blog que...







Acordo todas as manhãs, quentes ou frias, descompassada com o ritmo dos meus despertadores. Isso me faz assim, um tanto ansiosa, um tanto atrasada. Me arrumo, cuidadosa, segundo minha disposição. O que me faz um tanto vaidosa, e até um tanto demodê. E ando pelas ruas, caminhando ou de carro. O que me faz um tanto pedestre, um tanto estressada. E vejo pessoas para as quais digo bom dia, outras para as quais me faço de cega pela mesma não merecer minha atenção, mas mesmo descontente balbucio uma saudação. Isso me torna um tanto simpática, um tanto impaciente, um tanto indesejada. E faço meu trabalho que oscila entre muito e mais um pouco. Almoço a comida que eu mesma preparo, e a refeição me faz um tanto satisfeita, um tanto gulosa, um tanto diet. Tomo café ou um capuccino com chantilly, seguido da minha bolacha predileta "Club Social". O que me faz um tanto sem paladar, um tanto energizada. E, eventualmente, vejo pessoas que amo, as quais ofendo ferozmente, ou acaricio com fervor. Respiro, sorrio, choro e conto. O que me faz um tanto viva, um tanto alegre, um tanto triste, um tanto escritora. Sigo respirando e agindo até o próximo anoitecer, num círculo indeterminável de nascer e pôr do sol. Anseio, busco, peço, rezo. O que me faz um tanto empírica, um tanto comunicativa, um tanto espiritual. Erro, caio, levanto. O que me faz um tanto cretina, um tanto machucada, um tanto corajosa. Bato, apanho, aprendo e desconheço. Isso me torna errada, esperta, e um tanto ignorante. Isso, aquilo, este e o outro me fazem assim ...

terça-feira, 10 de maio de 2011

" Eu .... Modo de Usar !!! "

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!



Martha Medeiros

A TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros)


Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.